Vento que Traz Teu Nome
Nos vastos campos onde o horizonte dorme,
o vento minuano sopra lembranças antigas.
Entre o canto dos quero-queros e o rumor da relva,
escuto teu nome nas vozes do entardecer.
O sol se deita sobre o lombo dos potros,
e o verde se tinge de melancolia.
A saudade, como rio manso,
atravessa meu peito em silêncio.
Lá onde o céu abraça a planura,
sei que teu perfume viaja no vento.
E quando a noite cobre o pampa de estrelas,
é o teu amor que volta, ecoando em mim.