Um dia você percebe que o poder interior não chega com trovões, capa ao vento e trilha sonora épica, embora, convenhamos, ajudasse bastante.
Ele começa discreto:
numa decisão que ninguém viu,
num limite que finalmente foi colocado,
numa coragem que acordou despenteada,
mas acordou.
E então você entende:
não era fraqueza.
Era potência esperando você parar de se diminuir
para não assustar móveis antigos.
Reinventar-se não é virar outra pessoa.
É parar de pedir desculpas
por caber grande demais
em versões pequenas.