Não quero um amor de visita,
desses que acendem bonito
e vão embora antes do café.
Quero um amor de arquitetura
feito de desejo,
mas também de alicerce.
Alguém para dividir os sonhos
sem rir da parte mais frágil deles.
Alguém que entenda
que cuidar não diminui ninguém
engrandece.
Quero a cumplicidade rara
de dois corações que se reconhecem
sem pressa e sem jogo,
com a coragem mansa
de quem escolhe ficar.
Não peço promessas eternas,
peço verdade.
Não peço perfeição,
peço presença.
Não peço um milagre,
peço reciprocidade.
E já seria imenso
ter alguém com quem o amor
não fosse só chama,
mas casa.