Jair A. Pauletto
O Singular do Plural
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Textos

 

Não trago um amor de vitrine,

bonito demais para tocar a vida.

 

Trago um amor de presença,

mãos abertas,

coração disposto,

vontade limpa

de ficar.

 

Quero amar sem prender,

desejar sem diminuir,

chegar perto

sem ocupar todo o teu espaço.

 

Quero ser companhia

quando a vida canta,

mas também quando desafina;

quando o dia é leve,

mas também quando o silêncio pesa.

 

Quero dividir o pão,

a manhã,

o riso,

o cansaço,

a coragem

e essa parte difícil da existência

que só fica mais humana

quando alguém permanece.

 

Não prometo perfeição.

Prometo presença.

 

Prometo cuidado nos detalhes,

verdade no lugar do teatro,

paciência quando o mundo apertar,

e mãos dadas

quando a noite parecer maior

do que nós.

 

Quero um amor

que não precise gritar

para ser imenso.

 

Um amor antigo no fundamento,

futuro na coragem,

feito de desejo, respeito, humor,

companheirismo

e essa teimosia bonita

de proteger o que é raro.

 

Se um dia teu coração

quiser pousar perto do meu,

que encontre isto:

 

não uma prisão dourada,

não uma paixão apressada,

não um sonho frágil

vestido de destino.

 

Mas um amor inteiro,

de pé,

respirando fundo,

com as mãos abertas

e a alma pronta.

 

Um amor que não veio apenas

para te querer.

 

Veio para te acompanhar.

Jaìr A Paùlétto
Enviado por Jaìr A Paùlétto em 07/05/2026
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