O doce mais doce que já ofereci
não era açúcar, era alma.
Dei-o inteiro,
como quem entrega um segredo embalado em ternura.
Não era doce para ser comido depressa,
mas para repousar na memória,
amadurecendo no silêncio
até que o coração que o recebeu
entendesse seu verdadeiro sabor.
Porque um doce assim
não se prova apenas com a boca,
mas com o peito desarmado:
ele se abre devagar,
como quem reconhece o toque
de quem o deu por amor
e não por costume.
E, se um dia ele revelar
tudo o que carregava,
saberás:
no instante em que o entreguei,
foi meu próprio coração
que ofereci embrulhado.