Quietude...
não a ausência de som,
mas a plenitude do instante
em que tudo repousa para ser inteiro.
Ali, onde o tempo se dissolve,
o amor acontece sem pressa,
como o nascer da aurora
sobre um mar que esqueceu as ondas.
Não há corpo, apenas presença,
nem fala, apenas vibração.
É o toque do invisível no invisível,
um reencontro que dispensa forma.
A alma te encontra e se reconhece,
e nesse reconhecimento o universo se acalma
como se todas as estrelas
respirassem ao mesmo tempo.
Nada se move, mas tudo floresce.
Na quietude, o amor é oração:
fogo sem chama, som sem eco,
vida sem limite.
E quando desperto desse silêncio maior,
percebo: o mundo continua,
mas eu já não sou o mesmo
porque te amei
no idioma secreto da paz.