Suspensão...
é quando o tempo esquece de seguir
e o espaço se curva em reverência
ao que não precisa acontecer para existir.
No instante suspenso,
não há antes nem depois
apenas o agora,
pleno, vibrante, infinito.
É o intervalo entre dois suspiros,
onde o corpo não pesa
e a alma se torna vento,
dançando nas frestas do ser.
Ali, o amor não é ato,
é estado
luz em repouso,
respiração do eterno dentro de nós.
E quando o mundo retorna,
com seus ruídos e medidas,
trago comigo o vestígio da eternidade:
a lembrança do que fomos
quando o universo parou um segundo
para ver nossas almas
fazendo amor.