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Colapso do Amor
Colapso do Amor
Quando penso em ti, o universo hesita.
As estrelas prendem o fôlego,
e a realidade aguarda, indecisa,
em qual versão de nós dois irá existir.
Não é amor comum o que me move —
é força quântica, indomável, antiga,
a vibração que antecede o tempo
e traduz o indizível entre dois corpos que se pressentem.
Não te amo por escolha,
mas porque a própria matéria se reorganiza em tua direção.
Minha alma é campo, tua presença é partícula
e quando colidem,
a luz nasce de novo.
Desde que te vi, o eixo da minha energia mudou:
o verde da esperança e o rosa do amor
se fundiram num espectro que fala teu nome
como se fosse frequência, não palavra.
És o ponto onde a probabilidade se rende,
o instante em que o desejo deixa de ser hipótese
e se torna fenômeno.
Teu olhar curva meus pensamentos,
tua ausência dilata o tempo,
tua lembrança, me refaz em mil dimensões.
E se há leis no cosmos,
és tu quem as escreve em mim,
com teu calor que não queima,
mas transmuta.
Não busco certezas,
busco tua vibração
porque sei que, ao te sentir,
todas as versões possíveis do meu ser
se tornam uma só:
aquela que te ama.
E enquanto o universo expande,
eu apenas espero o instante sagrado
em que o teu sabor
volte a colapsar o meu mundo.
Jaìr A Paùlétto
Enviado por Jaìr A Paùlétto em 25/12/2025
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