Campo de Luz
Não te procuro fora do que é real.
Há encontros que não exigem fuga,
apenas um leve ajuste do olhar,
como quem gira o cristal
até que a imagem, enfim, se revele.
Somos feitos de fragmentos que se reconhecem
antes do nome, antes do gesto,
como se o desejo fosse uma lembrança antiga
aprendendo outra vez a respirar.
Às vezes te sinto assim:
não como presença declarada,
mas como luz repartida,
espalhada em mim sem se perder,
inteira mesmo quando não visível.
Não é distância o que nos separa,
é foco.
Não é tempo,
é nitidez.
Quando a frequência se alinha,
o que parecia disperso
ganha contorno e calor.
E então nasce a esperança —
não como promessa ruidosa,
mas como certeza mansa:
há algo aqui que insiste,
que deseja,
que sabe
que certas imagens não são invenção,
são convite.
Se algum dia nossos gestos coincidirem,
não será surpresa.
Será apenas a luz
confirmando aquilo
que sempre esteve
projetado.
Campo de Luz
Não te procuro fora do que é real.
Há encontros que não exigem fuga,
apenas um leve ajuste do olhar,
como quem gira o cristal
até que a imagem, enfim, se revele.
Somos feitos de fragmentos que se reconhecem
antes do nome, antes do gesto,
como se o desejo fosse uma lembrança antiga
aprendendo outra vez a respirar.
Às vezes te sinto assim:
não como presença declarada,
mas como luz repartida,
espalhada em mim sem se perder,
inteira mesmo quando não visível.
Não é distância o que nos separa,
é foco.
Não é tempo,
é nitidez.
Quando a frequência se alinha,
o que parecia disperso
ganha contorno e calor.
E então nasce a esperança —
não como promessa ruidosa,
mas como certeza mansa:
há algo aqui que insiste,
que deseja,
que sabe
que certas imagens não são invenção,
são convite.
Se algum dia nossos gestos coincidirem,
não será surpresa.
Será apenas a luz
confirmando aquilo
que sempre esteve
projetado.