Jair A. Pauletto
O Singular do Plural
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Textos

Campo de Luz

 

Não te procuro fora do que é real.

Há encontros que não exigem fuga,

apenas um leve ajuste do olhar,

como quem gira o cristal

até que a imagem, enfim, se revele.

 

Somos feitos de fragmentos que se reconhecem

antes do nome, antes do gesto,

como se o desejo fosse uma lembrança antiga

aprendendo outra vez a respirar.

 

Às vezes te sinto assim:

não como presença declarada,

mas como luz repartida,

espalhada em mim sem se perder,

inteira mesmo quando não visível.

 

Não é distância o que nos separa,

é foco.

Não é tempo,

é nitidez.

Quando a frequência se alinha,

o que parecia disperso

ganha contorno e calor.

 

E então nasce a esperança —

não como promessa ruidosa,

mas como certeza mansa:

há algo aqui que insiste,

que deseja,

que sabe

que certas imagens não são invenção,

são convite.

 

Se algum dia nossos gestos coincidirem,

não será surpresa.

Será apenas a luz

confirmando aquilo

que sempre esteve

projetado.

Campo de Luz

 

Não te procuro fora do que é real.

Há encontros que não exigem fuga,

apenas um leve ajuste do olhar,

como quem gira o cristal

até que a imagem, enfim, se revele.

 

Somos feitos de fragmentos que se reconhecem

antes do nome, antes do gesto,

como se o desejo fosse uma lembrança antiga

aprendendo outra vez a respirar.

 

Às vezes te sinto assim:

não como presença declarada,

mas como luz repartida,

espalhada em mim sem se perder,

inteira mesmo quando não visível.

 

Não é distância o que nos separa,

é foco.

Não é tempo,

é nitidez.

Quando a frequência se alinha,

o que parecia disperso

ganha contorno e calor.

 

E então nasce a esperança —

não como promessa ruidosa,

mas como certeza mansa:

há algo aqui que insiste,

que deseja,

que sabe

que certas imagens não são invenção,

são convite.

 

Se algum dia nossos gestos coincidirem,

não será surpresa.

Será apenas a luz

confirmando aquilo

que sempre esteve

projetado.

Jaìr A Paùlétto
Enviado por Jaìr A Paùlétto em 21/12/2025
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