Jair A. Pauletto
O Singular do Plural
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Textos

 

O Pecado de Amar-te

 

Beijo-te em silêncio, todos os dias,
como quem ora sem saber rezar.
Há luz em teu nome, há vertigem no toque —
mas dizer “te amo” seria pouco demais.

 

Não sei se o que sinto é paixão ou milagre,
se é carne que arde ou alma que se incendeia.
Talvez seja tudo — desejo e eternidade —
pois o amor não se explica, apenas acontece.

 

Não quero entender-te, quero sentir-te.
És o instante que me basta,
a febre que me mantém vivo,
a ausência que me ensina a permanecer.

 

E se o amor é egoísta,
então que o meu pecado seja amar-te assim:
com a força de mil nascimentos,
com a entrega de quem sabe —
que ainda não nasceu palavra
capaz de conter a imensidão do meu querer.

 

 

Jaìr A Paùlétto
Enviado por Jaìr A Paùlétto em 19/11/2025
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