Jair A. Pauletto
O Singular do Plural
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Textos

Entre o que fui e o que sou

 

Carrego cicatrizes que o tempo não levou,

mas aprendi a enxergá-las como mapas

de tudo o que sobrevivi.

Há pedaços meus espalhados por caminhos

que nunca mais voltarei a percorrer,

e ainda assim, sinto gratidão por cada um.

 

Já tropecei em esperanças quebradas,

já acreditei demais em quem não ficou,

mas o coração, teimoso, insiste 

sempre acha um motivo pra recomeçar.

Talvez seja isso viver:

aceitar que nem sempre dói à toa.

 

Não busco mais a perfeição das manhãs,

quero apenas o sol possível,

a brisa leve depois da tempestade,

o riso sincero que vem sem aviso.

Porque a vida, no fundo,

é feita de pequenas curas diárias.

 

E quando olho pra trás,

vejo que nada foi em vão 

cada queda me empurrou pra mais perto de mim,

cada perda me ensinou o valor do que fica.

Hoje caminho sem pressa,

sabendo que o amor, a paz e o perdão

não se encontram — se constroem.

 

Sou feito do que restou,

mas também do que floresceu depois da dor.

E se amanhã o mundo desabar,

eu me reinvento outra vez 

porque viver é cair, sentir e, mesmo assim,

continuar acreditando.

 

Carrego cicatrizes que o tempo não levou,

mas aprendi a enxergá-las como mapas

de tudo o que sobrevivi.

Há pedaços meus espalhados por caminhos

que nunca mais voltarei a percorrer,

e ainda assim, sinto gratidão por cada um.

 

Já tropecei em esperanças quebradas,

já acreditei demais em quem não ficou,

mas o coração, teimoso, insiste 

sempre acha um motivo pra recomeçar.

Talvez seja isso viver:

aceitar que nem sempre dói à toa.

 

Não busco mais a perfeição das manhãs,

quero apenas o sol possível,

a brisa leve depois da tempestade,

o riso sincero que vem sem aviso.

Porque a vida, no fundo,

é feita de pequenas curas diárias.

 

E quando olho pra trás,

vejo que nada foi em vão 

cada queda me empurrou pra mais perto de mim,

cada perda me ensinou o valor do que fica.

Hoje caminho sem pressa,

sabendo que o amor, a paz e o perdão

não se encontram — se constroem.

 

Sou feito do que restou,

mas também do que floresceu depois da dor.

E se amanhã o mundo desabar,

eu me reinvento outra vez 

porque viver é cair, sentir e, mesmo assim,

continuar acreditando.

 

 

Jaìr A Paùlétto
Enviado por Jaìr A Paùlétto em 16/11/2025
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