Chega de temer o que é sentir,
de vestir disfarces pra não doer.
O amor não cabe em moldes antigos,
ele nasce quando nos deixamos ser.
Deixa o passado onde ele repousa,
e vem comigo, sem manual, sem mapa.
O risco é parte da beleza,
é salto cego que o coração traça.
Vem — a vida é breve, o tempo é vento,
e o desejo é chama que quer sopro.
Não há garantias, só o encanto
de dois caminhos se tornando corpo.
Se for pra cair, que seja nos teus olhos.
Se for pra perder, que seja o juízo.
O amor não pede cautela —
pede coragem, e um sorriso.
Então chega de sofrer,
chega de se moldar pra caber em outro olhar.
Vem...
Vale a pena arriscar