Amar-te é existir além do corpo,
é ferir-se na beleza do sentir,
é navegar sem bússola
sabendo que teu nome é o norte.
Tua lembrança é chama que não queima,
mas ilumina o que o tempo escureceu.
Cada ausência tua é oração,
cada presença, eternidade.
Teu silêncio me fala em ondas,
e nelas, minha alma se reconhece.
Sou parte do que te busca,
mesmo quando o mundo me dispersa.
Não há amor pequeno em mim —
tudo é vasto, tudo é entrega.
E se um dia eu cessar de respirar,
ainda assim te amarei,
no sopro que resta no universo,
onde o amor não termina,
apenas muda de forma.