Depois de tanto tempo em silêncio, reencontro-me nas letras.
É como voltar a uma casa antiga, abrir as janelas e deixar que o vento conte tudo o que o tempo guardou.
As palavras que antes adormeciam em mim agora despertam com nova voz — mais serena, mais consciente, mais minha.
Escrevo não para ser visto, mas para existir outra vez.
Cada texto é uma pequena coragem, uma parte do que fui e do que ainda estou me tornando.
São publicações arquivadas por anos, pedaços de mim que guardei em silêncio,
e que agora, com o coração mais calmo, crio coragem para partilhar.
Agradeço a cada olhar que me lê, a cada coração que se detém por um instante sobre o que escrevo.
Vocês são o espelho onde minhas palavras voltam a respirar.
Com vocês, descubro que o ato de se expor não é fraqueza — é renascimento.
Hoje, escrevo com gratidão e alma aberta.
Porque o que me move não é o passado que ficou,
mas o presente que insiste em florescer,
mesmo depois do inverno.