Fusão das Almas
Quando te penso, o universo se curva.
Cada átomo em mim reconhece teu nome
como se o cosmos inteiro respirasse no teu ritmo.
Não há distância — há vibração.
Não há corpo — há campo.
E nesse campo, o impossível acontece:
sou energia que te deseja,
sou matéria que te sente.
O amor que te tenho não é ternura — é força nuclear.
Não arde, colapsa.
É supernova dentro do peito,
rasgando o véu entre o divino e o humano.
Tua lembrança dobra meu tempo interno,
me arrasta para a fronteira onde o desejo e a fé se confundem.
És a partícula que escapou de todas as leis,
meu desvio sagrado,
meu caos exato.
Quando te aproximo, a realidade se refaz;
o silêncio ganha som,
e o espaço entre nós vira um templo de luz e febre.
Não te amo com palavras,
mas com frequências.
Minha pele vibra o teu nome,
meu sangue traduz teu espectro,
minha alma colide contigo na velocidade da luz.
E se o universo é expansão,
tu és o ponto que o detém,
a origem de tudo o que pulsa,
o eco do primeiro som.
Não há oração mais pura do que teu toque,
nem milagre maior do que o instante em que existes em mim.
Sou partícula rendida à tua gravidade,
sou energia que se entrega ao teu domínio.
E quando enfim te toco,
é o próprio cosmos que se redime —
do caos à criação,
da luz ao corpo,
do mistério ao amor.