Jair A. Pauletto
O Singular do Plural
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Textos

Quando o amor não sente

 

Caminhava leve, distraído,
até que o ar mudou de tom —
era ela.
O mundo se estreitou num instante,
o tempo se curvou ao coração.

 

Sorriso pronto, alma aberta,
tudo em festa silenciosa.
Mas ela passou —
como quem atravessa um sonho
sem saber que é lembrança.

 

Doeu.
Não por não ter sido visto,
mas por não ter sido sentido.

 

Porque os olhos podem falhar,
mas o coração não mente:
quando há amor,
até o silêncio reconhece.

 

E ali, entre a multidão e o vazio,
ele entendeu —
não era o destino que separava,
era apenas o amor
que não o sentia mais.

 

 

Jaìr A Paùlétto
Enviado por Jaìr A Paùlétto em 21/10/2025
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