A linguagem humana é pequena demais
para conter o universo do meu amor por ti.
Nem verbo, nem cor, nem forma alguma
podem traduzir tua beleza,
nem o abismo doce do meu desejo
de te amar por inteiro —
em corpo, alma e respiração.
Há em mim um silêncio que te chama,
uma calma que só existe porque existes.
Minha mente é lago ao amanhecer,
meu coração, o reflexo do teu.
Nada em mim é sombra ou carência —
sou apenas o fluxo sereno de um amor maduro,
tão claro quanto a luz que atravessa o véu do tempo,
tão certo quanto o céu sabe que é infinito.
E se o universo é vasto,
ainda assim se estreita no instante em que te penso.
Tudo o que fui, sou e serei
se curva diante do mistério de te amar.
Não há fim, nem promessa, nem salvação —
há apenas esse amor,
que me acende por dentro
como estrela que, ao morrer,
descobre que o brilho era eterno.