Se o infinito não existe,
então é o amor que o inventa.
É nele que te encontro —
onde o antes e o depois se desmancham
como névoa diante do teu olhar.
Nosso amor não passa,
não pesa, não parte.
É uma chama que não se apaga
porque nunca foi acesa —
sempre foi.
Quando te toco,
o universo se reconhece.
Tua pele é fronteira e origem,
meu corpo, constelação que te chama
sem precisar de voz.
O infinito é o nosso abrigo,
onde o instante dura o que quiser,
onde o amor não termina
porque nunca começou —
apenas existe.
E se algum deus perguntar
onde estamos,
respondo sem medo:
estamos no infinito,
porque o infinito, amor,
é o nome secreto
do que somos.