Um sorriso sarcástico habita as teclas,
como se o próprio silêncio zombasse de mim.
A página em branco — cúmplice paciente —
me convida a dizer o indizível.
Entre a mente e o peito, um duelo cego:
a razão calcula, o coração conspira.
E eu, parado entre ambos,
escrevo o que não escrevo,
digo o que não digo —
e você entende.